domingo, 8 de maio de 2011

5 a.m

Aperto na garganta. Dói tanto!, lacrimeja a visão. Grito inaudível, gemido envergonhado de quem já ultrapassou a Razão. Esperança imunda que imunda te faz. Resumes-te a um corpo dorido mas dúctil que jaz no chão do teu quarto. Serpenteias a carne, que já é de outrem. Ai, pele que queima, mas que alivia, pois a esperança perde-se na combustão do teu movimento. Dor agridoce. Tanto queres ser e tão pouco és, afinal. Reflexo diaclasado que mancha aqueles de quem procuras aprovação. Tic-toc. Insatisfação sedenta de respostas. The more you look, the less you see. Cravas a unha que, num jeito frustrado, te marca a pele.


Pontinho pensante, coração pulsátil, mente rejubilante. Se isto fosse o começo, apenas chegarias um segundo antes de serem ouvidas as doze badaladas.



Eu já não faço sentido.






















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